quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Resultados do curso realizado em Côcos-BA


Eis mais um resultado da formação em interpretação e produção de vídeos da Rede Anísio Teixeira, como foco na história local. Durante a construção do roteiro já dava para perceber que o filme revelaria fatos ainda não conhecidos pela maioria dos coquenses. O roteiro trazia a história em volta de um sítio arqueológico descoberto por acaso, durante a construção de uma rodovia, no município de Côcos, fronteira com Minas Gerais. Ao chegar no local, conduzidos pelo professor Fábio Barros (História), fomos impactados pela beleza do lugar que, de fato, precisa ser cuidado e preservado. Vimos e registramos inscrições gravadas nas rochas que podem ter sido feitas há muitos anos e isso precisa ser investigado por autoridades competentes no assunto. Ali fizemos tomadas incríveis, passando a ser, o lugar, o protagonista. Filme pronto e divulgado: os estudantes e professores se viram e aprovaram. Foi uma festa!





Se nada mais tivesse acontecido, nós da Rede Anísio Teixeira, como professores-formadores já estaríamos satisfeitos com a ampliação do conceito de leitura, tão necessária para as intervenções críticas que precisamos fazer, ainda mais diante de tanta manipulação da grande mídia. Nem todos em Côcos sabiam da existência do espaço escolhido para as gravações, muito menos sobre a importância histórica e cultural daquela região que precisa passar por estudos.

Visite a Plataforma Anísio Teixeira para mais vídeos.




quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Preconceito não!



Apesar de tantos apelos, ainda convivemos, diariamente, com situações de preconceito explícito que não deveriam mais existir. A Rede Anísio Teixeira tem se empenhado na produção, catalogação e difusão de conteúdos que, entre outros alcances educativos e educacionais, possam promover reflexões sobre a nossa formação etnorracial, sobre as questões de gênero e de inclusão. Essas questões podem ser percebidas nos programas e séries produzidos e nos demais conteúdos digitais catalogados no Ambiente Educacional Web.

Dada a possibilidade de caminharmos por vários dos Territórios de Identidade da nossa terra, temos tido o privilégio de ver e ouvir outros modos de ser e de contar histórias, desfazendo mitos e preconceitos. Aliás, sobre isso, durante o período que passamos em Olivença, setembro passado, para o Seminário e Caminhada Caboclo Marcelino, gravamos um videoclipe para a música Preconceito Não, composta pelo estudante Carlos Alberto Pereira de Araújo Junior, da Escola Indígena Tupinambá de Olivença. O vídeo acaba de sair do forno e já consta na lista de professores para uso pedagógico! Parabéns aos integrantes de Banda JM.


quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Rede Anísio Teixeira em Côcos - BA


Rede Anísio Teixeira realiza formação no Colégio Estadual de Côcos, município do Oeste baiano, quase na fronteira com o estado das Minas Gerais.

Centro de Côcos. Foto: Geraldo Seara

Côcos é uma cidade hospitaleira, cujo povo recebe com alegria seus visitantes. A receptividade dos estudantes e professores do colégio não foi diferente, transformando os momentos da formação em um grande encontro, igual ao de velhos amigos.

Andar nas ruas da cidade é como visitar um grande celeiro cultural, feito de pessoas de vários sotaques, que põem cadeiras na porta da rua, ao entardecer e que dizem “trem” e “uai”. Também pudera! A cidade está a poucos quilômetros da fronteira com os estados das Minas Gerais e de Goiás. Fazem parte do povo do lugar, também, paulistas, gaúchos, dentre as várias origens, contribuindo para a sonoridade das falas. 


Estudantes a caminho do set de filmagem. Foto: Geraldo Seara

Desde 29 de julho, os estudantes e professores têm mergulhado na interpretação e no mundo audiovisual, através de uma das ações da Rede Anísio Teixeira que é a de formação. O curso, intitulado Intensivo de Interpretação e Produção de Vídeos Estudantis, instrumentaliza os participantes para outras leituras e escritas, tendo a câmera como lápis e a tela como papel. Em Côcos, também participaram do curso o professor Fábio, a professora Edilce e o funcionário Renan.


Prof. Nildson, prof. Edilce, prof. Fábio juntos com os estudantes, 
durante o curso

O curso é constituído de 4 etapas, sendo a primeira de contato com a escola, realizado por Marta Helena, para inscrições e seleção dos participantes. A seguir começamos um minicurso a distância, para a construção de argumentos e roteiros, mediado pelo professor Marcus Leone (Roteiro). As etapas seguintes - presenciais - são conduzidas pelos professores Nildson B. Veloso (Interpretação), euPeterson Azevedo e Rodrigo Maciel (Realização). 

  

Elenco de A História de um Sítio. Foto: Luana Nunes

A história escolhida pelo grupo conta um pouco da situação em que se encontra o sítio arqueológico, localizado na Fazenda Tatu, no município de Côcos, local que necessita da atenção das autoridades para a preservação da memória dos seus antigos e primeiros habitantes, estes expulsos do lugar. Assim, além de aprenderem mais sobre a própria história, os estudantes pretendem realizar uma intervenção na situação atual do sítio, visando à preservação desse valioso patrimônio.


Equipe de Arte confeccionando uma saia. Foto: Geraldo Seara

Nesta etapa de realização os estudantes se escalam para as várias funções no set, contribuindo com o que têm mais afinidade. Uns se encarregam do roteiro, outros da produção, outros do figurino e assim por diante. É no set, com a prática, que o aprendizado se consolida.


Making of de A História de um Sítio. Foto: Geraldo Seara


Equipe de Maquiagem. Foto: Geraldo Seara


Aderecista. Foto: Geraldo Seara
Indígenas a postos para a gravaçao. Foto: Geraldo Seara
Os capangas prontos para atuar. Foto: Geraldo Seara


Maquiagem para uma das cenas mais dramáticas

E começam as gravações. Atrás das câmeras, os que não estão em cena, mas todos precisam ficar atentos. Observar, fotografar e fazer anotações continuam valendo. É por isso que temos como ilustrar esta postagem.


Making of de A História de um Sítio. Foto: Luana Nunes


Professor Peterson Azevedo. Foto: Geraldo Seara


No set, o conteúdo das aulas se revela. Foto: Luana Nunes
  
Professor Rodrigo Maciel no Making of de A História de um Sítio. Foto: Luana Nunes


Cena de A História de um Sítio. Foto: Luana Nunes



O tempo todo contamos com o apoio irrestrito da diretora do colégio, a professora Carliene Oliveira e do professor Fabio, sempre atentos e a postos para contribuir na produção do filme, do transporte à alimentação... Abaixo, Carliene ajuda a preparar os cartazes para a cena final. Além disso, a diretora fez uma participação especial, interpretando a escrivã do cartório. O professor Fábio interpretou o personagem que se apossou das terras dos indígenas.


O professor Fábio Lopes orientou a construção das frases
Foto: Geraldo Seara


A diretora Carliene produzindo material para a cena final
Foto: Geraldo Seara
Finalizamos nossas gravações com a cena da manifestação pública, para chamar a atenção das autoridades sobre a urgente necessidade de reverter o quadro de abandono do Sítio Arqueológico de Côcos. 


Making of da manifestação nas ruas de Côcos. Foto: Carliene Saoli


Pose na porta da prefeitura

Às margens do rio Itaguari, gravamos entrevistas com o professor Fábio e a diretora Carliene. Seus depoimentos puseram mais peso de responsabilidade sobre nossos ombros, junto com doses de ânimo e otimismo para continuarmos nossa jornada. Só temos a agradecer por tudo o que colhemos aqui e, em nome da Rede AT, abraçamos a todos do Colégio Estadual de Côcos que estiveram, direta ou indiretamente envolvidos na produção. Destaque para as merendeiras cuja dedicação e temperos não nos deixaram fraquejar.


A diretora Carliene, em entrevista à equipe da Rede AT
Foto: Fábio Lopes


O professor Fábio Lopes, em entrevista à equipe da Rede ATFoto: Carliene Saoli



Próxima parada: Senhor do Bonfim - BA. Obrigado, Senhor por pessoas tão generosas e empenhadas!

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segunda-feira, 6 de julho de 2015

Curso de interpretação para os Tupinambá

Desembarcamos nas terras do sul da Bahia para um grande encontro. Na bagagem, planos de aula e equipamentos de captura de imagem e som. Na cabeça, histórias que os livros ainda contam, com os recortes de quem manipula os fatos. Como de todo encontro ninguém sai o mesmo, tanto nós quanto eles desfizemos essas histórias únicas e perigosas, como nos adverte a escritora africana Chimamanda Adichie. Nossa bagagem voltou mais cheia.Voltamos nutridos de uma outra História, bem diversa daquela que certas mídias perpetuam. Formamos atores e eles nos formaram colaboradores.
Depois de uma semana de exercícios intensos de interpretação, na hora de escolher qual história gravar, os Tupinambá não tiveram dúvida. Foi assim que o Caboclo Marcellino surgiu, contrastando as páginas dos jornais locais que, desde 1936, insistem em contar uma única versão. Agora, de posse dos recursos audiovisais, mais pessoas podem se informar sobre o herói nativo da terra que, pelo fato de saber ler e escrever, foi considerado bandido, um perigo até para o seu próprio povo. Durante o tempo da perseguição, ao ver seus parentes mortos e torturados para que informassem o seu paradeiro, o Caboclo Marcelino se entregou. Hoje, ninguém sabe o seu paradeiro. Foi essa a história que quiseram contar. E contarão muitas mais… O A TARDE Educação fez questão de tratar do assunto. Veja aqui.
Aqui vai o making of do processo de formação e produção:
E, aqui, o resultado final:

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Bullying: urge detectar


Os bullies estão em toda parte. Seus filhos podem estar entre as vítimas ou mesmo ser um deles! Como nem sempre as denúncias são feitas, por medo, ou pela certeza da impunidade, muitos dos estudantes assediados permanecem calados.

Neste episódio da série Cotidiano, da TV Anísio Teixeira, abordamos o assunto, partindo de uma situação bem corriqueira,, mas que segue ignorada por muitos nas escolas. O bullying é coisa séria e precisa ser detectado, discutido e combatido.

Veja Respeito é bom.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Estreia do programa Intervalo da TV Anísio Teixeira


Após intenso período de gestação, estreia o programa Intervalo da TV Anísio Teixeira que integra a Rede Anísio Teixeira junto com o Ambiente Educacional Web - que é um imenso repositório de conteúdos digitais livres - e o Blog do Professor Web, um canal de comunicação com as comunidades escolares.

O programa vai ao ar pela TVE, de segunda a sexta, às 18h30 e tem duração de 15 minutos. É composto por quadros que se alternam durante todo o mês de exibição. Cada quadro tem 4 minutos de duração e tratam de temas de grande interesse das comunidades escolares.

Confira o teaser:



A Rede Anísio Teixeira é formada por professores e técnicos do audiovisual que atuam na produção e catalogação de conteúdos audiovisuais e digitais desde 2008.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Rede Anísio Teixera em Pernambuco


Por Geraldo Seara

Oficina do produção audiovisual com estudantes e professoras
da Escola Pintor Lauro Lillares, Recife-PE

Desde o dia 20, indo até o dia 24 deste mês, a Rede Anísio Teixeira se faz presente na 9a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, no IFPE - Recife, com participações em mesas redondas, oficinas e minicursos. Apresentamos aos pernambucanos nossas produções, enquanto aprendemos com eles de suas experiências e publicações.

Prof. Guel Pinna e estudantes da Escola Pintor Lauro Villares

Assim foi o primeiro dia, com exibição de nossos produtos, na abertura do evento, pela manhã, e com a Oficina de Produção Audiovisual, à tarde, com estudantes do Ensino Fundamental da Escola Pintor Lauro Villares. Na ocasião, os estudantes experimentaram algumas das etapas de uma produção de vídeo, chegando à preparação e gravação de uma cena, com muito entusiasmo.


Prof. Geraldo Seara e estudantes da Escola Pintor Lauro Villares
Ainda, apresentamos o episódio É x ou y? da série Cotidiano, tendo ouvido, ao final, dos estudantes "oh... acabou!", nos dando a certeza de que o vídeo tinha despertado, neles, o que era esperado: a curiosidade e consequente aumento do interesse para aprender. Assim, seguiu-se um intenso festival de perguntas sobre sexualidade cujas respostas, devidamente mediadas pela professora Guel Pinna, esquentou o ambiente.

No telão, cena do episódio "É x ou y?", da série Cotidiano
da TV Anísio Teixeira

Na terça-feira, 21, já com público do Ensino Médio da Escola Diário de Pernambuco, tratamos da linguagem cinematográfica aplicada à produção de vídeos educacionais.  Partindo de uma análise iconográfica, mais uma vez, confirmamos o quanto as pessoas respondem mais rapidamente às imagens de heróis e ídolos estrangeiros, enquanto precisam de intensa mediação para os que fazem parte da nossa história. Emilia Ferreiro tinha razão quando disse que "nossas crianças entendem mais de leões africanos do que das vacas do nosso território", ao referir-se, em uma palestra [198?], ao bombardeio midiático de produções estrangeiras.


Oficina de Linguagem Cinematográfica com estudantes da
Escola Diário de Pernambuco
Investidas como essa devem contribuir, enormemente, para a difusão e preservação de nossa cultura, uma vez que o público constatou que é preciso registrar e difundir quem somos, desde o começo de nossa história. A proposta, portanto, é de incentivo a produções que privilegiem a cor local e nacional, para que figurem, pelo menos, ao lado e, quiçá (viva a utopia!), que reconheçamos mais rapidamente uma Iracema e quem seja o deus do trovão para as culturas indígena e africana (não houve dificuldade para reconhecerem Thor).


Muita atenção ao conteúdo apresentado


Interação com os participantes


Ao final da oficina, Lucas Borges, da série Faça Acontecer foi apresentado, antecedido de uma reflexão sobre a crença na educação pública de qualidade e da transformação do país, a partir de um esforço conjunto para mudança de mentalidade e olhar sobre a escola pública.


No telão, o estudante Lucas Borges, na série Faça Acontecer
da TV Anísio Teixeira
Durante as oficinas, todos os produtos da Rede Anísio Teixeira foram apresentados, aparecendo, imediatamente, na tela de alguns celulares, em segundos! Enviamos, também, pelo e-mail dos participantes, os links para todos os nossos produtos. A recepção foi muito positiva.


A estudante Amábilli Lima e sua orientadora Guel Pinna


Na manhã de hoje, 22, foi a vez da apresentação de trabalhos do IFBA, apresentados pela professora Guel Pinna e sua orientanda Amábilli Lima, vinda de Salvador. A pesquisa apresentada pela estudante é sobre o pau-ferro e atraiu muitos olhares. Toda a fala das meninas foi traduzida, simultaneamente, para a Língua  Brasileira de Sinais. Aliás, todo o evento conta com tradutores que se revezam a cada meia hora.



Toda a fala foi traduzida para a LIBRAS
(Língua Brasileira de Sinais)


Interação com visitantes através da LIBRAS

Interação com os participantes através da LIBRAS


Visitantes no stand do IFBaiano


Prof. Guel Pinna no stand

Nesta quinta-feira, participaremos com oficina intitulada Jogos Teatrais no Aprendizado de Ciências, conduzida pela professora Guel Pinna.

A exemplo dos primeiros dias, devem circular pelo IFPE, mais de 2000 pessoas, até a sexta-feira, além do público que já atua no campus.